Teresa Maria das Neves Pena e Silva de Sousa Gil

 

 

Funções

Professora de Educação Especial desde 1983/1984.
Exercício de funções técnico-pedagógicas no ME (2002/2005).
Docente do quadro de escola na EB2,3 Almeida Garrett (desde 2005) e Coordenadora do Departamento de Educação Especial do Agrupamento Vertical de Almeida Garrett, Amadora (desde 2006).
Colaboradora no IAVE (2013/2014).


Outras Funções

Formadora acreditada pelo CCFCP e formadora com Certificado de Aptidão Profissional, pelo IEFP.
Oradora em diferentes Congressos e Seminários e autora e coautora de diferentes publicações.


Formação

Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e da Educação (2006, Universidade do Porto).
Especialização em Educação Especial, na área da Multideficiência (2004, Universidade do Porto).
Pós-graduação em Direção Pedagógica e Administração Escolar (1997, Escola Superior de Educação Jean Piaget).
Especialização em Educação Especial, na área de Problemas Graves de Comunicação (1995, Escola Superior de Educação de Lisboa).
Curso do Magistério Primário (1981, Escola do Magistério Primário de Santarém).


 
Título da comunicação
"Elegibilidade dos alunos para a Educação Especial: O papel do docente de Educação Especial"

Resumo
O acesso à educação plena e à transição para a vida pós escolar, pela via da formação ou reabilitação profissional ou ainda pelo acesso direto ao trabalho, são vetores fundamentais no processo de habilitação, reabilitação e participação das crianças e dos jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente (NEEcp), seguindo o paradigma da educação inclusiva.
Um dos maiores desafios da escola é o de dar resposta às necessidades de todos os alunos, independentemente do sexo e das suas condições físicas, intelectuais, sociais, étnicas e culturais, promovendo e valorizando as diferenças, sejam quais forem as suas origens e manifestações.
O paradigma da inclusão educativa ou da escola para todos, encontra-se consagrado pela UNESCO, tanto na Declaração de Salamanca com enquadramento da ação "Necessidades Educativas Especiais», subscrita em 1994, como, posteriormente, na Declaração de Dakar, de 2000 -  "Educação para todos - Assegurar condições de acesso e de frequência por parte dos alunos com necessidades especiais nos estabelecimentos de educação e ensino desde o pré-escolar ao ensino superior."
A educação inclusiva visa a equidade educativa, no sentido de garantir a igualdade, tanto no acesso à educação, como na obtenção de resultados de aprendizagem, respondendo à inevitável heterogeneidade e tentando estabelecer um equilibrio entre a tarefa de trabalhar com todos (inclusão) e, ao mesmo tempo, dar o necessário a todos os alunos (equidade).
As limitações dos alunos com NEE ao nível da atividade e participação escolares decorrem de alterações funcionais e estruturais de caráter permanente em diferentes domínios, cabendo aos serviços especializados promover o seu potencial biopsicossocial. Nesta medida, deverão ser tidos em conta os critérios de elegibilidade destas crianças ou jovens.
À educação especial exige-se que promova a inclusão educativa e social dos alunos com NEEcp, bem como o acesso e o seu sucesso educativo, a sua autonomia e estabilidade emocional, com vista à igualdade de oportunidades, tanto a nível educativo, como formativo.
Ao docente de educação especial, como recurso especializado, caberá a tarefa de ser um potenciador na adaptação de estratégias, de recursos, de conteúdos, de instrumentos e de tecnologias específicas e de apoio, devendo ser, também, um agilizador de processos e de procedimentos, numa estreita colaboração entre todos os intervenientes, parceiros e técnicos.  

 


 

Apresentação

 

Registo áudio